|
|
|
Um minuto de
atenção ao planeta Terra
Um total de 180 crianças e adolescentes discute o meio ambiente
em conferência em Moreno
Júlia Kacowicz // Diario
juliakacowickz.pe@diariosassociados.com.br
Esperança. O nome foi escolhido por 180
crianças e adolescentes para batizar uma muda de umburana. O seu
plantio simbolizou a abertura da 1ª Conferência Estadual
Infanto-Juvenil de Meio Ambiente e expressou o sentimento dos
participantes. Não poderia ser diferente. Em meio a árvores e à
margem de um rio, em um hotel fazenda de Moreno, na Região
Metropolitana do Recife, alunos com idades entre 10 e 15 anos
falavam sobre os caminhos do planeta e da humanidade. Entre
brincadeiras e conversas sérias, até sexta-feira, essa será a rotina
deles. Uma preparação para o evento nacional, realizado em Brasília,
e uma aula de cidadania.
Os
estudantes que estão em Moreno foram escolhidos por outros alunos
como os representantes das 180 escolas estaduais, municipais e
particulares que participaram das conferências nas escolas. No ano
passado, cada unidade de ensino recebeu o material do Ministério da
Educação (MEC) para que um professor transmitisse o conteúdo aos
estudantes. A partir daí, eles assumem o comando. "A ideia é
fortalecer o jovem nas escolas, em seu papel de cobrança e cidadania.
Não é preciso se formar para ser um cidadão. Isso vem junto",
destacou a coordenadora de educação ambiental do MEC, Rachel Trajber.
No todo, acrescentou, as conferências funcionam como um pretexto
para que os temas entrem nas escolas e sejam transmitidos de maneira
atraente.
Aluna da Escola Municipal Poeta Joaquim Cardozo, Daniela Silva de
Brito, 15, contou que achava meio ambiente um assunto chato. Mas
depois dos primeiros encontros e atividades, ela disse que foi "envolvida
pelo tema". "Não via importância até perceber a força de um grupo.
Se você sonha junto, o sonho pode acontecer", destacou, citando a
implantação de uma horta comunitária na escola. Durante os três dias
do encontro, os estudantes participarão de oficinas que contribuirão
com a elaboração da Carta de Responsabilidades. Documento que será
apresentado, em abril, na Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo
Meio Ambiente.
Diferente do que ocorre em outros encontros, a carta não será o
produto final da conferência. Esse "título" é dos participantes. "Os
alunos são o produto dessas conferências e é na escola que tudo
acontece. Quando os representantes voltam, eles transmitem todo o
aprendizado e isso se torna um ciclo", destacou o gerente de
Direitos Humanos, Diversidade e Cidadania da Secretaria Estadual de
Educação, Genilson Cordeiro. Ele acrescentou que as conferências
permitem aos estudantes conhecer outras realidades e observar
soluções encontradas nas demais escolas e comunidades. "Mantemos o
lema que é jovem escolhe jovem, jovem educa jovem e uma geração
educa a outra. Assim, eles ficam confiantes", concluiu.
Um dos participantes mais compenetrados era José Horácio Coutinho
dos Santos, 11. Morador de Nazaré da Mata, na Zona da Mata do estado,
ele criou um projeto de preservação de água e foi "convocado" para a
conferência por seu desempenho. "A gente só faz poluir e desmatar o
planeta, mas isso nos faz mal também. Dá para sentir a diferença só
respirando", comentou, comparando o ar de cidades grandes com áreas
de campo. Ele disse que costuma viajar com a família para praias e
outras cidades do Interior, mas essa era a primeira aventura sem
nenhum adulto da família por perto. "Minha mãe disse para não fazer
nada errado e vou cumprir. Essa experiência é muito importante e não
quero perder a chance", ressaltou. Quando voltar para casa, José
lembrou que terá a tarefa de repassar o que aprendeu para os colegas
e a família. "Esse encontro é para a gente aumentar a
conscientização", assegurou.
Fonte:
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/02/12/urbana11_0.asp
|
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
|
|
|
|
|